Meus queridos amigos Andrei e Alice já viviam praticamente juntos e tinham planos que iam de uma grande e tradicional festa de casamento a uma celebração mais restrita no exterior, mas começaram a adaptar seu projeto para algo diferente: casar em casa. A casa, porém, não seria a deles, mas a da família do Andrei. Ou seja, o mesmo lugar onde noivo passou a maior parte de sua vida agora receberia as chaves para a sua nova e mais grandiosa etapa: o matrimônio. Essa chave era a Alice, e é interessante pensar que uma casa, ainda que linda e cheia de histórias e realizações, habitada e usufruída por cerca de duas décadas por um deles, estava, em todo esse tempo, no aguardo do seu ápice, do seu mais fabuloso acontecimento. A verdade é que a vida não dispõe de passado ou futuro. O que há é um constante presente. É assim o tempo aos olhos de Deus, e é assim que devemos exercitar nossa percepção da realidade. Logo, enquanto Alice e Andrei permaneciam à minha frente de mão...
Crônicas, contos, poesias e algo mais. Por RENAN E. M. GUIMARÃES.