Saí do trabalho às 15h30min, não por vagabundagem ou liberação, mas porque esse é o meu horário de saída mesmo. Alguns minutos depois já estava sentado no meu boteco preferido assistindo à seleção para a qual eu torço nessa Copa:o Uruguai. É evidente que se a Seleção Brasileira se defrontar contra a cisplatina, torcerei para o Brasil, mas não posso negar a minha forte simpatia pelo time uruguaio.
No meu caso, um gremista convicto, acho que esse efeito se deve muito à combinação de cores da camisa do time da Banda Oriental do Rio da Prata (azul, preto e branco), mas é mais que isso: somos a mesma terra. O Uruguai, diferentemente da Argentina, não está separado do Brasil por um rio ou algum morro, montanha ou algo parecido. Trata-se de uma linha que corta o pampa em duas partes. As cidades de Rivera e Santana do Livramento, por exemplo, seriam seguramente uma só se não fosse pela linha traçada no mapa, representada, naquela(s) cidade(s) por uma avenida. Claro que as culturas têm diferenças entre si, mas muito mais por causa do idioma falado de um lado da rua do que o do outro. Assim, quando falamos do Uruguai, estamos falando do Rio Grande do Sul que fala espanhol.
Tudo bem, eu deveria falar que existe o Rio Jaguarão, mas esse trecho é nada perto da imensidão pampeana conectada entre Brasil e Uruguai.
Muitos historiadores arriscam dizer que, se a República Rio-Grandense tivesse se concretizado na época da Revolução Farroupilha, seríamos como o Uruguai hoje, devido a muitas semelhanças culturais e geográficas. Além disso, outro fato nos aproxima dos uruguaios: eles foram os únicos que reconheceram oficialmente a República Rio-Grandense quando de sua "declaração".
Entrando na seara do futebol, podemos lembrar que o Uruguai, com exceção do time da década de 20(bicampeão olímpico) e 30 (campeão do mundo)nunca foi uma seleção de encher os olhos, mas sempre foi marcada por muita garra, determinação e superação. Além disso, cometeu o maior crime da História do Futebol ao vencer o Brasil na final da Copa do Mundo sediada por este último, em 1950, no episódio conhecido como "maracanazzo", o qual virou referência de superação para qualquer time tecnicamente inferior a um adversário. Esse fato sempre foi um exemplo para que Grêmio e Internacional não temessem as dificuldades que advinham dos mais fortes e endinheirados clubes do centro do país e nunca desistissem do seu objetivo de ser grande em âmbito nacional. A partir dos anos 70 (Inter - campeão brasileiro em 1975, 1976 e 1979), com um salto nos anos 80 (Grêmio -campeão brasileiro em 1981, da libertadores e do mundial em 1983, e da Copa do Brasil em 1989)e a consolidação nos anos 90 e 2000 (Grêmio - campeão brasileiro 1996, da Copa do Brasil em 1994, 1997 e 2001, da libertadores em 1995 e da recopa sul-americana em 1996; Inter - campeão da copa do Brasil em 1992, da libertadores e do mundial em 2006, da recopa em 2007 e da copa sul-americana em 2008)os times gaudérios se colocaram definitivamente no panteão dos grandes clubes do Brasil e do globo, e a influência de superação futebolística uruguaia é inegável.
Por isso que no boteco onde assisti ao jogo travado entre Uruguai e França, pela primeira roda do Grupo A da Copa do Mundo da FIFA de 2010, tudo o que eu ouvia era: "Vai, Forlan!", "põe o El Loco em campo!" ou "esse Lugano eu queria no meu time!". Da mesma forma, quando expulsaram (justamente, vale dizer) um jogador do Uruguai, não foram poucas as vozes de descontentamento que se manifestaram, com alguns ainda xingando o juiz. Por fim, vale destacar o "uuuuhhhh", do incrível gol perdido por Forlán, assim como a tensão e a falta de ar quando foi marcada uma falta na entrada da área uruguaia aos 46 do segundo tempo, a qual foi muito mal batida pelo semi-aposentado Thierry Henry.
Enfim, duvido que haja algum apoio a outra seleção dessa Copa que não seja a brasileira como esse manifestado em favor do Uruguai, ao menos no âmbito do Rio Grande do Sul. Torcerei muito, mas muito mesmo, pelo Uruguai nessa Copa, mas ainda sou brasileiro e, por isso, meu apoio ao Uruguai não romperá essa fronteira. A Onda Celeste não vai passar pelo dique canarinho.
No meu caso, um gremista convicto, acho que esse efeito se deve muito à combinação de cores da camisa do time da Banda Oriental do Rio da Prata (azul, preto e branco), mas é mais que isso: somos a mesma terra. O Uruguai, diferentemente da Argentina, não está separado do Brasil por um rio ou algum morro, montanha ou algo parecido. Trata-se de uma linha que corta o pampa em duas partes. As cidades de Rivera e Santana do Livramento, por exemplo, seriam seguramente uma só se não fosse pela linha traçada no mapa, representada, naquela(s) cidade(s) por uma avenida. Claro que as culturas têm diferenças entre si, mas muito mais por causa do idioma falado de um lado da rua do que o do outro. Assim, quando falamos do Uruguai, estamos falando do Rio Grande do Sul que fala espanhol.
Tudo bem, eu deveria falar que existe o Rio Jaguarão, mas esse trecho é nada perto da imensidão pampeana conectada entre Brasil e Uruguai.
Muitos historiadores arriscam dizer que, se a República Rio-Grandense tivesse se concretizado na época da Revolução Farroupilha, seríamos como o Uruguai hoje, devido a muitas semelhanças culturais e geográficas. Além disso, outro fato nos aproxima dos uruguaios: eles foram os únicos que reconheceram oficialmente a República Rio-Grandense quando de sua "declaração".
Entrando na seara do futebol, podemos lembrar que o Uruguai, com exceção do time da década de 20(bicampeão olímpico) e 30 (campeão do mundo)nunca foi uma seleção de encher os olhos, mas sempre foi marcada por muita garra, determinação e superação. Além disso, cometeu o maior crime da História do Futebol ao vencer o Brasil na final da Copa do Mundo sediada por este último, em 1950, no episódio conhecido como "maracanazzo", o qual virou referência de superação para qualquer time tecnicamente inferior a um adversário. Esse fato sempre foi um exemplo para que Grêmio e Internacional não temessem as dificuldades que advinham dos mais fortes e endinheirados clubes do centro do país e nunca desistissem do seu objetivo de ser grande em âmbito nacional. A partir dos anos 70 (Inter - campeão brasileiro em 1975, 1976 e 1979), com um salto nos anos 80 (Grêmio -campeão brasileiro em 1981, da libertadores e do mundial em 1983, e da Copa do Brasil em 1989)e a consolidação nos anos 90 e 2000 (Grêmio - campeão brasileiro 1996, da Copa do Brasil em 1994, 1997 e 2001, da libertadores em 1995 e da recopa sul-americana em 1996; Inter - campeão da copa do Brasil em 1992, da libertadores e do mundial em 2006, da recopa em 2007 e da copa sul-americana em 2008)os times gaudérios se colocaram definitivamente no panteão dos grandes clubes do Brasil e do globo, e a influência de superação futebolística uruguaia é inegável.
Por isso que no boteco onde assisti ao jogo travado entre Uruguai e França, pela primeira roda do Grupo A da Copa do Mundo da FIFA de 2010, tudo o que eu ouvia era: "Vai, Forlan!", "põe o El Loco em campo!" ou "esse Lugano eu queria no meu time!". Da mesma forma, quando expulsaram (justamente, vale dizer) um jogador do Uruguai, não foram poucas as vozes de descontentamento que se manifestaram, com alguns ainda xingando o juiz. Por fim, vale destacar o "uuuuhhhh", do incrível gol perdido por Forlán, assim como a tensão e a falta de ar quando foi marcada uma falta na entrada da área uruguaia aos 46 do segundo tempo, a qual foi muito mal batida pelo semi-aposentado Thierry Henry.
Enfim, duvido que haja algum apoio a outra seleção dessa Copa que não seja a brasileira como esse manifestado em favor do Uruguai, ao menos no âmbito do Rio Grande do Sul. Torcerei muito, mas muito mesmo, pelo Uruguai nessa Copa, mas ainda sou brasileiro e, por isso, meu apoio ao Uruguai não romperá essa fronteira. A Onda Celeste não vai passar pelo dique canarinho.
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