Crônicas, contos, poesias e algo mais.
Por RENAN E. M. GUIMARÃES.
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SOBRE ESCROTOS E BURROS
O que é um “escroto”? Biologicamente
sabemos, claro, mas a palavra, quando utilizada como ofensa, tem o sentido de dizer
que alguém tem não só um caráter torpe, mas que o expressa publicamente de
forma repugnante e vil. Um escroto é, em resumo, um babaca em uma potência
elevada, que pisa nos outros com o simples intuito de fazer mal ao seu alvo a
fim de se elevar, não em nome de algo virtuoso, mas dos seus interesses
viciados e do seu ego corrompido.
Uma pessoa burra, por sua
vez, é aquela que, por mais que se exponha à verdade e ao conhecimento, por
mais que ouça os mais persuasivos argumentos, mantém-se inerte, empacada como o
próprio animal que a homenageia, fazendo-o não com base em contra-argumentos,
mas em uma resistência desprovida de lógica. O verdadeiro burro não é o que cognitivamente
não entende a verdade, mas que se nega deliberadamente a enfrentá-la com
argumentos a fim de demonstrar que a tal “verdade” que lhe é apresentada se
trata, em sentido de contrário, de um engano.
Pois Paola Carosella, famosa
por ter integrado por anos os jurados do programa Masterchef Brasil, revelou,
em um podcast, que não se relaciona com eleitores de Jair Bolsonaro porque eles
são “escrotos ou burros”. Na onda dessa polêmica recente, desenterraram outra,
ainda pior, quando a argentina descrevia, com orgulho, a estratégia imoral e
antiética utilizada para comprar seu restaurante de seus então sócios-investidores.
Na época, ela revelou ter boicotado seu próprio negócio para desvalorizá-lo e,
assim, ter condições de comprá-lo de seus antigos parceiros.
Então, quem é burro e
escroto? Se a celebridade realmente acredita em suas palavras e sinceramente
acha que milhões de pessoas que discordam de sua visão de mundo se reduzem a
isso, sabemos quem, de fato, tem a mente empacada. Agora, se há uma certeza é de
que é escroto quem não só admite, mas se orgulha de ter passado a perna em quem
nela acreditou, e que, por anos, humilhou, em rede nacional, com uma arrogância
desprezível, dezenas de esforçados trabalhadores.
Enfim, não sei se servem criadillas no seu restaurante, mas se o
fizessem, garanto que seriam a cara da chef.
Ontem, eu, a Roberta e a Glória fizemos uma programação de domingo diferente da que estamos acostumados: fomos ao circo! Sim, foi a primeira vez que a Glória assistiu a malabaristas, acrobatas e contorcionistas! Também houve um show de mágica que lhe encheu os olhos, além, é claro, de toda a magia do lugar. O circo é o "Park Las Vegas" e está instalado aqui em Porto Alegre na avenida Juca Batista, próximo ao Zaffari Ipanema, desde o início de março, e por mais de dois meses não puderam trabalhar . Isso significa que não conseguiam ganhar dinheiro para o seu pão de cada dia por todo esse período. Os dias foram passando, as semanas, os meses. Sem condições financeiras mínimas para sua própria subsistência, sequer poderiam sair de lá. Nesse período, depois que rarearam seus recursos, passaram a ser auxiliados pela comunidade, que começou a lhes fazer doações de todo tipo, especialmente de alimentos. Era triste passar por ali e ver o circo todo montado, acompanhado de um pa...
Ontem à noite , eu e minha esposa acabamos de assistir à quarta temporada de “La Casa de Papel”, série espanhola de tremendo sucesso e que certamente terá uma quinta temporada. Como o título de minha crônica aponta, essa é uma crítica “normal”, ou seja, limitar-me-ei a aspectos técnicos da atração, apesar de eu não ser um cineasta. Em breve, contudo, apresentarei outra que cuidará de outros pontos. “ La Casa de Papel” tem uma história que poderia ser limitada a uma única e longa temporada, ou, talvez, a uma trilogia de filmes. Enquanto os “flashbacks” são ocasionais na primeira temporada, nas seguintes são cada vez mais frequentes. Embora eles se mostrem r elevantes para mostrar todo o planejamento, inspiração e, a fim de não haver margem para qualquer “ponta solta” no assalto, previsão, f ica evidente que seu verdadeiro objetivo é alongar o show. Claro, muitos discordarão disso, mas essa é a minha opinião. Além disso, fica claro que a série foi pensada originalmente ...
Eu adoro viajar na maionese e pensar em coisas possíveis de terem acontecido. Uma das que mais me vem à cabeça é aquela que comentei há pouco: e se a República Rio-Grandense tivesse se mantido e se consolidado? Bom, não quero discorrer sobre isso (embora já tenha dado uma palhinha no tópico anterior), mas gostaria de me prender nesse assunto em relação ao futebol (aliás, tenho falado demais sobre futebol, né? Preciso ler um pouco menos de caderno de esportes para ter outros assuntos a tratar). Uma vez República Rio-Grandense e independente, imaginem nossas seleções de futebol. Pois bem, vou começar uma série de posts falando da campanha da seleção de futebol nas Copas de 1994 em diante. Estaríamos em todas elas, seguramente, e o Brasil seria Tri ainda hoje, enquanto que nós tb teríamos levado alguns canecos. Abaixo, só como aperitivo, seguem as Seleções de 2006 e 2010: 2010 Renan (goleiro) Maicon (Lateral-direito) Bolívar (Zagueiro) Anderson Polga (zagueiro) Michel Bastos (lateral-esqu...
Muito bom o teu artigo. Verdade verdadeira!
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