Crônicas, contos, poesias e algo mais.
Por RENAN E. M. GUIMARÃES.
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O LIVRE AINDA PENSA*
Diga
Covid e vacina, mas não ivermectina. Use máscara e não fale hidroxicloroquina.
Fique em casa, feche tudo e não vá à escola, mas ouça bem, sempre mudo, não
invente história. Saia só se for para protestar, mas depende contra o quê, pra
não se contaminar.
O
livre ainda pensa. E o que pensa ainda fala.
Não
ouse dizer proxalutamida, mas grite alto “presidente genocida”. Faça calor ou
faça frio, fuja das “fake news”, do que eu lhe digo que é mentira, ofensivo ou
vazio. Não vá à igreja, mas junte em casa as suas mãos, pois não importa
comunhão, a não ser em eleição.
Mas
o livre ainda pensa. E o que pensa ainda fala.
Guillain-Barré
ou pericardite. Trombose ou até a própria covid. Não venha escolher qual vacina
receber, nem questione a ciência se você quer viver. Agora, não ouse defender tratamento
precoce, muito menos pesquisar se eles trazem melhor sorte. Cogitar isso só
pode ser loucura, e se você fizer isso, só lhe restará a censura.
Mas
o livre ainda pensa. E o que pensa ainda fala.
Se
você pensa diferente, é um negacionista. Talvez terraplanista, certamente um
fascista. Agora, fique quieto e calmo, logo tudo acabará, mas só espere a turma
certa assim o declarar. Quando isso acontecer, tudo será melhor, e seguiremos
refazendo tudo com suor. Não será em um dia, tampouco em sete, porém venha
contemplar o grande reset.
Mas
o livre ainda pensa. E o que pensa ainda fala.
* Paródia de "O Pulso ainda pulsa" (Arnaldo Antunes/Titãs)
Ontem, eu, a Roberta e a Glória fizemos uma programação de domingo diferente da que estamos acostumados: fomos ao circo! Sim, foi a primeira vez que a Glória assistiu a malabaristas, acrobatas e contorcionistas! Também houve um show de mágica que lhe encheu os olhos, além, é claro, de toda a magia do lugar. O circo é o "Park Las Vegas" e está instalado aqui em Porto Alegre na avenida Juca Batista, próximo ao Zaffari Ipanema, desde o início de março, e por mais de dois meses não puderam trabalhar . Isso significa que não conseguiam ganhar dinheiro para o seu pão de cada dia por todo esse período. Os dias foram passando, as semanas, os meses. Sem condições financeiras mínimas para sua própria subsistência, sequer poderiam sair de lá. Nesse período, depois que rarearam seus recursos, passaram a ser auxiliados pela comunidade, que começou a lhes fazer doações de todo tipo, especialmente de alimentos. Era triste passar por ali e ver o circo todo montado, acompanhado de um pa...
Ontem à noite , eu e minha esposa acabamos de assistir à quarta temporada de “La Casa de Papel”, série espanhola de tremendo sucesso e que certamente terá uma quinta temporada. Como o título de minha crônica aponta, essa é uma crítica “normal”, ou seja, limitar-me-ei a aspectos técnicos da atração, apesar de eu não ser um cineasta. Em breve, contudo, apresentarei outra que cuidará de outros pontos. “ La Casa de Papel” tem uma história que poderia ser limitada a uma única e longa temporada, ou, talvez, a uma trilogia de filmes. Enquanto os “flashbacks” são ocasionais na primeira temporada, nas seguintes são cada vez mais frequentes. Embora eles se mostrem r elevantes para mostrar todo o planejamento, inspiração e, a fim de não haver margem para qualquer “ponta solta” no assalto, previsão, f ica evidente que seu verdadeiro objetivo é alongar o show. Claro, muitos discordarão disso, mas essa é a minha opinião. Além disso, fica claro que a série foi pensada originalmente ...
Eu adoro viajar na maionese e pensar em coisas possíveis de terem acontecido. Uma das que mais me vem à cabeça é aquela que comentei há pouco: e se a República Rio-Grandense tivesse se mantido e se consolidado? Bom, não quero discorrer sobre isso (embora já tenha dado uma palhinha no tópico anterior), mas gostaria de me prender nesse assunto em relação ao futebol (aliás, tenho falado demais sobre futebol, né? Preciso ler um pouco menos de caderno de esportes para ter outros assuntos a tratar). Uma vez República Rio-Grandense e independente, imaginem nossas seleções de futebol. Pois bem, vou começar uma série de posts falando da campanha da seleção de futebol nas Copas de 1994 em diante. Estaríamos em todas elas, seguramente, e o Brasil seria Tri ainda hoje, enquanto que nós tb teríamos levado alguns canecos. Abaixo, só como aperitivo, seguem as Seleções de 2006 e 2010: 2010 Renan (goleiro) Maicon (Lateral-direito) Bolívar (Zagueiro) Anderson Polga (zagueiro) Michel Bastos (lateral-esqu...
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