Pular para o conteúdo principal

TEMPO PARA TODO PROPÓSITO

 


Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. Quando falamos do amor de nossas vidas, muitas vezes os corações aflitos pronunciam esse primeiro versículo do famoso Capítulo 3 de Eclesiastes, conhecendo-o ou não, afinal, são palavras que confortam com sabedoria. É comum que a espera pela tal “pessoa certa”, no entanto, se dê diante dela e, o que é mais angustiante, por vezes o sentimento é mútuo, e tudo não se consuma por forças alheias aos amados.

 Foi assim com a Mariana e o Marcos. Eles eram colegas de trabalho, e foram alguns anos apenas alimentando aquele sentimento com muito flerte, o qual, em razão das limitações existentes, passou a semear uma mútua e crescente admiração. Ironicamente, a espera tornou a raiz do seu amor cada vez mais forte e profunda.

 Entre o tempo que nossos corações anseiam e o tempo certo, o tempo de Deus, há muitos detalhes, e quando fazemos menção ao famoso Eclesiastes 3:1, é importante lembrar que ele não se limita a dizer que “tudo tem seu tempo”. O versículo é mais rico, e destaca que “há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.

 Um propósito é um projeto, um desígnio. Não é algo simplesmente criado do nada, mas aos poucos elaborado e descoberto. Quanto mais nos conhecemos, mais entendemos a razão de nossas vidas. Nos relacionamentos é a mesma coisa: é o tempo que revela o propósito de um casal, e isso é possível a partir de uma busca constante pelo outro, em procurar descobrir o que não foi descoberto, em valorizar aquilo que é admirável, em proteger o que parece frágil, em reconhecer e potencializar as melhores virtudes do amado e em ter coragem para por ele se sacrificar.

 A linda história da Mariana e do Marcos é um testemunho de humildade e de coragem, duas virtudes que sempre precisam andar de mãos dadas. Elas foram fundamentais para que sua paciência se sustentasse, permitindo que o tempo revelasse o propósito de um para a vida do outro e deles como um belo casal.

 Mariana e Marcos, obrigado pela honra de ter celebrado o seu casamento. Que Deus os abençoe sempre!

*Imagem: https://www.casamentos.com.br/cerimonialista/patua-eventos--e249333#gallery













Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

RESENHA -A QUARTA TEMPORADA DE “LA CASA DE PAPEL”: UMA CRÍTICA NORMAL (COM ALGUNS SPOILERS)

Ontem à noite , eu e minha esposa acabamos de assistir à quarta temporada de “La Casa de Papel”, série espanhola de tremendo sucesso e que certamente terá uma quinta temporada. Como o título de minha crônica aponta, essa é uma crítica “normal”, ou seja, limitar-me-ei a aspectos técnicos da atração, apesar de eu não ser um cineasta. Em breve, contudo, apresentarei outra que cuidará de outros pontos. “ La Casa de Papel” tem uma história que poderia ser limitada a uma única e longa temporada, ou, talvez, a uma trilogia de filmes. Enquanto os “flashbacks” são ocasionais na primeira temporada, nas seguintes são cada vez mais frequentes. Embora eles se mostrem r elevantes para mostrar todo o planejamento, inspiração e, a fim de não haver margem para qualquer “ponta solta” no assalto, previsão, f ica evidente que seu verdadeiro objetivo é alongar o show. Claro, muitos discordarão disso, mas essa é a minha opinião. Além disso, fica claro que a série foi pensada originalmente ...

Amor e Casamento (Rene Kvitz)

Recebi esse texto num e-mail. É atribuído a Rene Kvitz. "Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que “já não se amam mais”, como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas. Talvez por estas duas razões – o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência – nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo “até que a morte vos separe” cresce a cada dia. Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessid ade de desmistificar es...

Seleção da República Rio-Grandense

Eu adoro viajar na maionese e pensar em coisas possíveis de terem acontecido. Uma das que mais me vem à cabeça é aquela que comentei há pouco: e se a República Rio-Grandense tivesse se mantido e se consolidado? Bom, não quero discorrer sobre isso (embora já tenha dado uma palhinha no tópico anterior), mas gostaria de me prender nesse assunto em relação ao futebol (aliás, tenho falado demais sobre futebol, né? Preciso ler um pouco menos de caderno de esportes para ter outros assuntos a tratar). Uma vez República Rio-Grandense e independente, imaginem nossas seleções de futebol. Pois bem, vou começar uma série de posts falando da campanha da seleção de futebol nas Copas de 1994 em diante. Estaríamos em todas elas, seguramente, e o Brasil seria Tri ainda hoje, enquanto que nós tb teríamos levado alguns canecos. Abaixo, só como aperitivo, seguem as Seleções de 2006 e 2010: 2010 Renan (goleiro) Maicon (Lateral-direito) Bolívar (Zagueiro) Anderson Polga (zagueiro) Michel Bastos (lateral-esqu...