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BELEZA NOS DETALHES

 


Esses dias, a amiga e cliente @t.arrais, cujo casamento realizei recentemente em Playa del Carmen, no México, ao postar seus agradecimentos a todos os profissionais envolvidos em seu matrimônio, mencionou a responsável pelos maravilhosos bem-casados da festa, a @fernandabeltramebemcasados. Como fui testemunha ocular e “papilar” das gostosuras, fiz questão de seguir o perfil e parabenizá-la. Ela me respondeu com a doçura de seus doces e disse que fora minha colega de faculdade quase vinte anos atrás! Lembrei-me na hora, pois o nome me era familiar. Uma grata coincidência que muito me alegrou!

 Porém, a razão pela qual escrevo essa reflexão não é a apontada coincidência, mas os tais bem-casados. Além de excelentes, chamou-me a atenção a beleza dos detalhes, a preocupação com o capricho que ia desde o doce, em si, e, especialmente, com a embalagem, a qual continha as iniciais dos noivos em fontes estilizadas e delicadas. Um pequeno elemento que fez toda a diferença não apenas no enfeite da mesa do bolo, mas como uma medalha, uma “joia” de recordação daquela data especial.

 No casamento também é assim. Consumidos pelo cotidiano, esquecemos os detalhes. O café na cama se reduz a uma recordação; as flores se limitam a ocasiões especiais, e olhe lá; jantar à luz de velas apenas em restaurantes caros e, se não houver dinheiro, então esquece; presentes com significados, confundem-se com caros; as prioridades relativas aos filhos deixam de lado o dia-a-dia de conversas e brincadeiras e são substituídas por presentes e “investimento” na sua formação. Os detalhes, enfim, desaparecem em meio ao que seria “funcional”. Porém, não é assim que deve ser. São eles, os detalhes, que enriquecem a vida, os momentos, o próprio casamento e a criação dos filhos.

 Que nossos casamentos sejam como esses bem-casados: não apenas saborosos, mas lindos e preocupados com a beleza dos detalhes, afinal, não basta a sensação momentânea e fugaz de prazer, nem um cotidiano utilitarista, mas é preciso, todos os dias, dotar o matrimônio de pequenos elementos que fiquem para sempre na cristaleira de nossos corações, fazendo-nos lembrar daquilo que de fato é valoroso.

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