Crônicas, contos, poesias e algo mais.
Por RENAN E. M. GUIMARÃES.
Pesquisar este blog
MÁSCARAS E LEITE DERRAMADO*
Diga
o que você quer, me diga. Para onde leva a sua estrada? Me diga o que você quer
da vida. Vamos, admita que é estar lá no alto, bajulado com seu terno engomado
e seu sorriso em que nos chama de amados ao mesmo tempo em que fecha gôndolas
de supermercados.
Tire
a máscara que cobre a sua alma e oculta o seu ser e sua visão de poder. Ninguém
quer no comando um bonitinho e falso consciente com desmandos inconsequentes,
um adulto com espírito de criança mentirosa que ilude os que o ceram e os demais para ter sempre mais.
O
importante é ser você. Mesmo que seja um tirano, seja você. Mesmo que seja de
barro, seja você. Sim, um tirano que quer o poder. Isso é você. Sobre
o seu caráter, diga a verdade e o distinga dos que defendem a liberdade. Que
suas palavras sejam honestas com seus atos, pois o que sai de sua boca é traído
pelos fatos, e não seja covarde ao ponto de culpar as crianças por eventuais
fracassos.
Suas
ações autoritárias e desprovidas de verdade macularão infâncias. Tire a máscara
de suas intenções em vez de colocá-las nos rostos das crianças, privando-as de
expressarem seus sentimentos com a face, gerando-lhes insegurança. Tire a máscara
que oculta o ditador que você é ao invés de acostumar jovens de três, quatro,
cinco anos a se calarem, estimulando-lhes um espírito de desconfiança e neles
plantando, sob qualquer ótica, uma timidez patológica.
Mesmo
nesse cenário trágico e do árduo clamor contrário, em vez de chorar sobre o
leite derramado, você certamente dirá, sem remorso e nada assombrado: I had enough of it, but I don’t care.
*Crônica paródia de "Máscara" (Pitty)
Qual a lógica da medida com um gráfico claramente indicando uma melhora? Tire a máscara, governador!
Ontem à noite , eu e minha esposa acabamos de assistir à quarta temporada de “La Casa de Papel”, série espanhola de tremendo sucesso e que certamente terá uma quinta temporada. Como o título de minha crônica aponta, essa é uma crítica “normal”, ou seja, limitar-me-ei a aspectos técnicos da atração, apesar de eu não ser um cineasta. Em breve, contudo, apresentarei outra que cuidará de outros pontos. “ La Casa de Papel” tem uma história que poderia ser limitada a uma única e longa temporada, ou, talvez, a uma trilogia de filmes. Enquanto os “flashbacks” são ocasionais na primeira temporada, nas seguintes são cada vez mais frequentes. Embora eles se mostrem r elevantes para mostrar todo o planejamento, inspiração e, a fim de não haver margem para qualquer “ponta solta” no assalto, previsão, f ica evidente que seu verdadeiro objetivo é alongar o show. Claro, muitos discordarão disso, mas essa é a minha opinião. Além disso, fica claro que a série foi pensada originalmente ...
Recebi esse texto num e-mail. É atribuído a Rene Kvitz. "Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que “já não se amam mais”, como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas. Talvez por estas duas razões – o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência – nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo “até que a morte vos separe” cresce a cada dia. Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessid ade de desmistificar es...
Eu adoro viajar na maionese e pensar em coisas possíveis de terem acontecido. Uma das que mais me vem à cabeça é aquela que comentei há pouco: e se a República Rio-Grandense tivesse se mantido e se consolidado? Bom, não quero discorrer sobre isso (embora já tenha dado uma palhinha no tópico anterior), mas gostaria de me prender nesse assunto em relação ao futebol (aliás, tenho falado demais sobre futebol, né? Preciso ler um pouco menos de caderno de esportes para ter outros assuntos a tratar). Uma vez República Rio-Grandense e independente, imaginem nossas seleções de futebol. Pois bem, vou começar uma série de posts falando da campanha da seleção de futebol nas Copas de 1994 em diante. Estaríamos em todas elas, seguramente, e o Brasil seria Tri ainda hoje, enquanto que nós tb teríamos levado alguns canecos. Abaixo, só como aperitivo, seguem as Seleções de 2006 e 2010: 2010 Renan (goleiro) Maicon (Lateral-direito) Bolívar (Zagueiro) Anderson Polga (zagueiro) Michel Bastos (lateral-esqu...
Comentários
Postar um comentário